sábado, novembro 8

Rossio, 8 de novembro






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Nas televisões e nos jornais, para além das reacções da ministra, que seguem o manual de procedimentos para enfrentamentos deste tipo, sucedem-se as dos oportunistas de todos os partidos (PS incluído) a lamentarem o estado do ensino e o infeliz modelo de avaliação. A inefável Ana, os beatos Bernardino e Francisco, os revolucionários Jerónimo e Manuel, mais uma figura pardacenta do PSD cujo nome não recordo... todos de repente têm pena dos professores. Sereias cantantes à caça de futuros votos, parece que ninguém tem nada a ver com o estado de coisas a que se chegou.
Afirma Francisco, por exemplo, que o que é preciso é melhores métodos pedagógicos (...) [e] melhorar a qualidade de cada escola fixando objectivos. Genial! Já tínhamos alguma vez ouvido isto?
A escola das FGRR (fichas-grelhas-relatórios-reuniões) não nasceu com Maria de Lurdes: todos os que agora carpem incentivaram, no governo ou através do seu apoio ideológico, a escola das FGRR. Chamando-lhe inclusiva e outros nomes, o que sempre tiveram em vista foi fingir que os alunos eram avaliados ao mesmo tempo que se caminhava para o sucesso obrigatório. A actual ministra apenas aperfeiçoou o método das FGRR para fingir que avalia os professores ao mesmo tempo que lhes torna o sucesso (para não dizer a vida) quase impossível.

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