quarta-feira, junho 23

N11


Não são efeitos especiais, é uma espectacular imagem construída a partir de fotos do Hubble à região N11 da Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia já aqui ao lado, onde fervilham estrelas jovens. A agradecer a: NASA, ESA e Jesús Maíz Apellániz (Instituto de Astrofísica de Andalucía). Ver também aqui um video com belíssimo zoom da Via Láctea ao N11.

sábado, junho 19

Literaturas

No dia da morte de José Saramago completaram-se 70 anos sobre o célebre apelo, a partir da BBC em Londres, do então general a título temporário Charles de Gaulle. No breve discurso, afirmava:

Cette guerre n'est pas limitée au territoire malheureux de notre pays. Cette guerre n'est pas tranchée par la bataille de France. Cette guerre est une guerre mondiale. Toutes les fautes, tous les retards, toutes les souffrances, n'empêchent pas qu'il y a, dans l'univers, tous les moyens nécessaires pour écraser un jour nos ennemis. Foudroyés aujourd'hui par la force mécanique, nous pourrons vaincre dans l'avenir par une force mécanique supérieure. Le destin du monde est là.

Era um tempo em que o discurso político tinha qualidade literária. E, quem sabe, produzido pelo próprio orador, não por assessores treinados em argumentos para teleponto. Nas Memórias, escreveu de Gaulle, sobre a sua aclamação em 1944:

Je vais donc, ému et tranquille, au milieu de l'exultation indicible de la foule, sous la tempête des voix qui font retentir mon nom, tâchant, à mesure, de poser mes regards sur chaque flot de cette marée afin que la vue de tous ait pu entrer dans mes yeux, élevant et abaissant les bras pour répondre aux acclamations.

Não é Proust mas não desmerece o culto da língua. E sobre Pétain:

Mais, hélas ! les années par-dessous l’enveloppe, avaient rongé son caractère. L’âge le livrait aux manœuvres de gens habiles à se couvrir de sa majestueuse lassitude. La vieillesse est un naufrage. Pour que rien ne nous fût épargné, la vieillesse du maréchal Pétain allait s’identifier avec le naufrage de la France.


De Gaulle acaba por ter, em 2010, uma afinidade com Saramago: por decisão do ministério da educação francês, a sua obra vai ser lida no liceu, nos programas terminais de estudos literários. Os sindicatos e associações de professores já se levantam em protesto, atribuindo à medida intenções de propaganda ideológica, invocando que a qualidade literária do texto não está à altura dos estudos em questão. Alguns vultos das letras contrariam esta visão: é obra de um escritor, sim. Corre uma petição para que se acabe com a confusão entre história e literatura. Muitas personalidades da inteligência francesa vêem ao palco dar as suas opiniões a favor ou contra: há depoimentos para todos os gostos nas páginas do Libération, do Figaro, do Le Parisien.


Os franceses que resolvam a questão. Saudavelmente, não me recordo de alguém entre nós ter posto em causa o estudo do Memorial do Convento nas escolas secundárias. O que para mim é um mistério. Não por qualquer razão ideológica, que estaria condenada ao fracasso perante a cultura, dita progressista, dominante, mas por razões literárias: causa-me um certo estupor que se dê a ler uma obra sofisticada, que recria a organização frásica da língua com um propósito encantatório, hipnotisante, perfeitamente sucedido, à massa de alunos que saem das escolas confundindo à com há e pensando que tomas-te é o passado de um verbo. A idade avançada não tem grandes encantos, mas proporcionou-me a saída da escola a tempo de ler o Memorial só por prazer, sem ter que me preocupar em classificar o narrador como homodiegético ou heterodiegético ou reflectir sobre se o verdadeiro protagonista do romance é o povo trabalhador.







domingo, junho 6

6 de Junho, 1944


Thousands of Allied troops have begun landing on the beaches of Normandy in northern France at the start of a major offensive against the Germans.

The Prime Minister Winston Churchill has told MPs that Operation Neptune - the codename for the Normandy landings - is proceeding "in a thoroughly satisfactory manner".
He said the landing of airborne troops was "on a scale far larger than anything there has been so far in the world" and had taken place with extremely little loss.

The assault began shortly after midnight under the command of General Bernard Montgomery.

Timing of the Normandy landings was crucial. They were originally scheduled to take place in May - then postponed until June and put off again at the last minute for 24 hours by bad weather.

Upwards of 4,000 ships and several thousand smaller craft crossed the Channel to the northern coast of France.

Enemy reports say the landings took place between the port of Le Havre and the naval base at Cherbourg.

King George VI broadcast a message last night warning of the "supreme test" the Allies faced and he called on the nation to pray for the liberation of Europe.

BBC, 6 de Junho de 1944

O pensamento activista

Manuel Tapial é o nome de um activista espanhol que apanhou boleia no Marmara. O ano passado, lamentava-se da fraca ajuda dos governos europeus ao povo palestiniano, censurava uma porta voz do PSOE por equiparar o Hamas a Israel (no que tem razão mas não sabe porquê) e perguntava:

¿Qué intereses defienden nuestros políticos? ¿Cuántos 11-M u 11-S necesitamos?

Tapial sublinhava então a legitimidade eleitoral do Hamas. Tapial e os que seguem a sua linha de pensamento deveriam explicar porque é que ninguém organiza protestos contra a destruição de casas em Gaza quando é o Hamas que avança com os bulldozers. Certamente atribuem a actual baixa aceitação do Hamas entre a população à ausência de discernimento daqueles selvagens a quem se chama palestinianos e que dão um jeitão como bandeira política.

sábado, junho 5

Duas Sarahs

De acordo com este artigo em Just Journalism, só Sarah Montague, da BBC, não comprou facilmente a versão activista sobre os recentes acontecimentos no barco turco, tendo encostado Sarah Colborne às hesitações da sua narrativa.

Parece que alguns dos passageiros do Marmara procuravam o martírio. Colborne não teve oportunidade de se cruzar com nenhum. Pode até ser. Com tanto video que por aí circula, sabe-se lá quais são os encenados, para não falar dos censurados, os que nos escondem. Se ainda aparecer o da recepção inicial aos soldados israelitas a bordo do Marmara, com flores e buffet, não me admiro.

Os danos estão aí. Mas o delicado sistema de alianças e amizades impõe prudência na análise dos factos. No editorial de ontem do NY Times as advertências à Turquia e a Israel esforçam-se por aparecer em doses equilibradas.

quinta-feira, junho 3

Venez comme vous êtes



Os privados investem na sua imagem em face do que sabem que o público alvo aprecia. No fundo, copiam os governos e os partidos. Um banco traveste-se de Ronaldo. Os CTT (que não se sabe o que fazem agora além de venderem uns livros e uns telemóveis tristes) metem-nos volantes nas caixas de correio a informar que nos fornecem produtos amigos do ambiente. Manuais escolares dão um espaço generoso ao alarmismo ecológico, causa simpática a toda a gente boa e simples. O Mc Donald's acaba de lançar em França um anúncio "gay-friendly". Muito previsível: é o filho que esconde do pai a sua orientação, e não o contrário. Qualquer Almodóvar recusaria um argumento agora tão batido.

Que se trata de uma promoção de imagem é claro, já que toda a gente come, independentemente do que aprecia na cama.

Indício de verdadeira tolerância, hoje, será uma pessoa mostrar-se aberta a ir para a mesa com outra qualquer - mesmo alguém que habitualmente frequente os Mc Donald's.


Actualização: há sobre este mesmo anúncio um comentário interessante no Audacious Epigone.

Sitges, 3 de junho

Enquanto os noticiários nos aborrecem com as notícias bocejantes a respeito das campanhas de Alegre e Cavaco, ou com o problema da constitucionalidade (que giro o politiquês) de aplicar impostos retroactivos - dois assuntos que obviamente não têm interesse nenhum - é reconfortante saber que ali perto de Barcelona alguém se preocupa com o nosso futuro global e colectivo. José Luís abre as jornadas de este ano. Dan Brown deve ter em projecto vários novelos a respeito. Ou se calhar até já os escreveu (não posso saber porque não os li).

terça-feira, maio 18

Evo e Benedito




O que o Papa tem que aturar. Um solteirão empedernido, que faz da sua irmã Esther a primeira dama do país, que declarou estar casado com a Bolívia porque precisa de ter todo o tempo para se dedicar à pátria, vem recomendar a Benedito XVI o fim do celibato na Igreja. Foi anteontem, no Vaticano, em que Evo teve 25 minutos de tempo de antena.

domingo, maio 16

Da cinzenta literatura

Pachauri teve o seu primeiro encontro com a comissão de revisão do relatório do IPCC. Defendeu que não se pode deixar de ter em conta a literatura "cinzenta", criada fora do sistema convencional de validação científica.

Não sei se sim ou não. Engraçado, no entanto, vindo do responsável de uma vasta equipa que invocou o sistema de revisão pelos pares não só para fazer passar um ponto de vista cada vez mais desacreditado publicamente, como para silenciar e banir do sistema as vozes discordantes.

Mas isto não interessa nada. Simplesmente, levou-me de link em link a conhecer uma faceta de Pachauri que ignorava por completo: o homem dedica-se mesmo à literatura. Publicou no início deste ano o seu primeiro romance, Return to Almora, que as badanas podem descrever assim:

For Sanjay Nath, life is calling. Literally. Haunted by the remembrances of his previous life, spent at Almora, Sanjay starts to long and more to return to his ‘home land.’ The usual mundane progression of life fails to keep him busy, and moved by personal tragedies and futility of human life, he ultimately gives up everything to chase meaning, memories, and peace.

Parece pouco sumarento como resumo, mas procurando encontra-se melhor. O livro tem um cunho autobiográfico e conta a história de Sanjay, um homem com preocupações ambientais e que já em criança surpreendera os pais ao revelar que a sua esposa na encarnação anterior ainda era viva. Narra a entrada na universidade, a perda da virgindade, a "possessão por uma lascívia nunca antes sentida"; mais tarde, o encontro com Shirley MacLaine (a própria) e a atracção incontrolável pelas mamas das alunas na universidade. O Telegraph ofereceu alguns excertos da prosa:

Afterwards she held him close. ‘Sandy, I’ve learned something for the first time today. You are absolutely superb after meditation. Why don’t we make love every time immediately after you have meditated?’

Sanjay saw a shapely dark-skinned girl lying on Vinay’s bed. He was overcome by a lust that he had never known before … He removed his clothes and began to feel Sajni’s body, caressing her voluptuous breasts.


mas desgraçadamente...

the excitement got the better of him, before he could even get started.

He enjoyed the sensation of gently pushing Susan’s shoulders back a few inches, an action that served to lift her breasts even higher (...) He was excited by the sight of her heaving breasts, as she breathed in and out deeply.

Por acaso até consta que o lançamento do livro na Índia teve o patrocínio de grandes empresas a quem o TERI, instituto que Pachauri dirige, tem atribuído prémios e distinções, e também de um Banco que já em 2007 tinha apontado as alterações climáticas como uma das áreas-chave de investimento no futuro e que, compreensivelmente, tem subsidiado estudos de climatologia.

Como humilde espectador sem autoridade para avaliar a literatura sobre o clima, tenho de me limitar às minhas intuições para escolher os pontos de vista que julgo credíveis e formar o meu julgamento pessoal sobre o que se esconde por trás das deixas de quem fala. Também não faço crítica literária e muito menos a partir de meia dúzia de linhas, mas a impressão que fica é que não iria perder tempo a ler uma página sequer do livro. Claro que um cientista não tem que ser um bom escritor de romances, mas Pachauri acaba por sugerir, talvez sem dar conta, por intermédio da sua vida real, um enredo fascinante para um thriller: um bando de magnatas e especuladores aparecem a apoiar a novela de qualidade duvidosa de um escritor medíocre - o leitor não despegará do livro até saber porquê.

sexta-feira, maio 14

Vale tudo


And good's bad today,
And black's white today,
And day's night today.

quarta-feira, maio 12

O poder das forças exteriores

Que sorte que Obama não telefonou a Sócrates. Ainda iam tirar a alguém os 2,9% que sairam no bazar pré eleitoral.

terça-feira, maio 11

Poderes da fé



A majority of Roman Catholics in the United States are critical of the way Pope Benedict XVI and the Vatican have handled the reports of sexual abuse by priests, but have confidence in the Vatican to make changes to prevent abuse in the future, according to a New York Times/CBS News poll released Tuesday. (NY Times, 4 de Maio.)

Bem sei que hoje em dia toda a gente sabe inglês mas depois de ler o artigo apetece-me fazer uma tradução livre enriquecida:

Apesar de termos dado o nosso melhor para deitar abaixo o Papa Benedito XVI, a maioria dos católicos nos EEUU, tendo embora uma visão crítica do modo como ele e o Vaticano lidaram com as acusações de abuso sexual por padres, mantêm confiança nas instituições da Igreja e não parecem pretender abandoná-la em número significativo.

Assim, 64% dos inquiridos na nossa recente sondagem acham que a Igreja tem tido da parte dos media um tratamento mais duro do que o dado a outras religiões; 79% declaram intenção de manter as contribuições financeiras para a Igreja, 82% não terão as suas práticas religiosas afectadas e lamentavelmente apenas 9% admitem colocar a questão de deixar a Igreja. A liderança do actual papa é vista positivamente por 43% da amostra, sendo 17% os que a vêem com desfavor.


Não fico nada surpreendido com estes resultados. No nosso país assistimos nos anos recentes, na esfera laica da sociedade, a episódios com alguma semelhança (salvaguardadas as diferenças de alcance e dimensão), que não tiveram efeitos visíveis no apoio popular a determinado grupo político.

A imagem do papa, para os católicos, vai buscar os seus fundamentos bem para além do homem circunstancial. Como a adesão a um partido, ideologia ou grupo tem as suas raizes em algo imaterial que transcende a importância dos executantes do momento. Elas dão substância ao "eu" que acredita.* Por isso, renunciar a uma crença poderá doer tanto como perder um bocado de nós. Se é verdade que sem fé não há explicações que cheguem para nada, em presença da fé qualquer explicação é supérflua.


*Coisa que Benedito contraditoriamente finge não compreender, ao declarar em Lisboa que espiritualidade não é do domínio privado.

domingo, maio 9

HI(V)PÓTESES

Na página de entrada do Medical Hypotheses ainda está o nome de Bruce Charlton como editor. Talvez por pouco tempo. A Elsevier, que edita o jornal, pretende que seja adoptado o sistema de revisão pelos pares -- o que até aqui não acontecia, fazendo deste periódico um lugar de acolhimento à extravagância. O objectivo seria o de dar voz a ideias "radicais" ou "revolucionárias". O conteúdo parece ter qualidade muito desigual, e a verdade é que sob a direcção de Charlton o jornal mais que duplicou o seu factor de impacto (actualmente acima de 1.4).

Mas Charlton terá ido longe demais ao aceitar para publicação, em dois dias apenas, um artigo de Peter Duesberg, professor em Berkeley, o mais célebre negador da relação HIV-SIDA. (Por pressão da comunidade científica, a Elsevier acabou por retirar o artigo do jornal.) O artigo refuta que o HIV tenha sido a causa de morte de milhares de sul-africanos durante a presidência de Mbecki e contesta o efeito dos anti-retrovirais na diminuição da mortalidade dos infectados. Acresce, para opacidade da situação, que o co-autor David Rasnick terá sido responsável por experiências ilegais com a finalidade aparente de promover vitaminas como tratamento alternativo aos ARV.

Em consequência, Duesberg é actualmente objecto de um inquérito da universidade à sua conduta científica. O caso vem descrito no AidsTruth e é interessante observar os negacionistas à defesa e ao ataque, como se vê na longa discussão que se segue ao artigo de Jon Cartwright no Times Higher Education, que publica também o depoimento de Bruce Charlton: a importância de divulgar ideias radicais.

quarta-feira, maio 5

Scajola II

O ministro Scajola demitiu-se ontem "em grande sofrimento" e elogado por Berlusconi. Enquanto continuam a chegar aos jornais notícias sobre o pagamento de 900 000 euros feito por um construtor para o apartamento de Scajola com vista para o Coliseu. Scajola afirma hoje no Corriere que não podia suspeitar que a casa teria sido paga por outros. Curiosa deixa. A novela está a tornar-se interessante.

Para compreender esta fala é preciso recordar que o ministro garante ter comprado a casita por 600 000 euros, parecendo não entender nada sobre o preço de um apartamento de luxo com 180 m2 no centro de Roma. Afinal parece admitir agora que uma parcela importante do preço terá sido paga por mão benemérita.

As notícias divulgadas nos últimos dias sobre o pagamento parecem bem fundadas, mas os advogados do construtor envolvido continuam a sustentar que não houve irregularidade.

Os jornais que apoiam o governo começam a tratar o assunto com pinças.

Se a nova lei sobre escutas proposta pelo ministro Alfano estivesse já em vigor ninguém teria sabido nada disto.

sábado, maio 1

Num jornal ou numa TV perto de si


Nas notícias italianas de hoje está em destaque o ministro Claudio Scajola. "Vou em frente e tenho a consciência tranquila". Tem também o apoio e a solidariedade do governo e do primeiro ministro, que lhe terá dito, vai trabalhar descansado que tudo isto é só uma bola de sabão. "Isto" agora é o falatório sobre suspeitas de favorecimento na compra de um apartamento para a filha, com vista para o Coliseu, uma coisa a caminho do milhão de euros. A polícia chegou lá através da investigação de outro caso. O homem, de resto, tem um currículo impressionante. O "episódio" que elejo como preferido é aquele em que convenceu a Alitalia a lançar um voo diário entre Roma e Albenga, sua cidade natal (o voo, que andou sempre de aviões vazios, fechou quase tão depressa como abriu). Os apoiantes incondicionais vêem em tudo isto uma manobra da "sinistra" e desafiam: mas mostrem lá as provas? Os mais prudentes acham que se deve aguardar pelas iniciativas da justiça.

sexta-feira, abril 30

Santissima Trinità



As imagens de uma praça de Lisboa, com foto do Papa ao fundo, no TG5, e a voz-off a lembrar-me que devo mais de 18000 € ao estrangeiro, colocam-me em estado de negação. Talvez seja um pesadelo, mas tarda a hora de acordar.

Concentro-me então numa história de horror a que o alinhamento dá destaque a seguir. Começou há 17 anos e voltou às notícias nas últimas semanas.
No dia 12 de Setembro de 1993, a jovem Elisa Claps foi vista pela última vez no interior da Igreja da Santíssima Trinità em Potenza. Durante anos, nada se soube da rapariga e o padre da Trinità (entretanto falecido) sempre foi pouco colaborante com a investigação.
O corpo de Elisa foi encontrado no tecto da igreja no passado dia 17 de Março, durante obras de restauro. Há um suspeito, Danilo Restivo, e a autópsia revela que Elisa foi esfaqueada, violada e sufocada. O que se passou na manhã de 12 de Setembro continua por explicar.
À porta da Santissima Trinità, coroas de flores recordam Elisa em permanência.

quarta-feira, abril 28

Céus de chumbo



Hoje foi penoso acordar. Nas primeiras páginas dos jornais, desde o local Il Resto del Carlino até ao New York Times, há o nome Portugal. Por agora em subtítulo, mas com tendência perigosamente ascendente. Défices e PECs ameaçam estar connosco para além da vida. Alguém se deve ter enganado na ordem das palavras.