segunda-feira, agosto 20
Raio atraído por telemóvel?
Já se sabe que há muito tempo que os telemóveis servem para muito mais do que telefonar. Desde rádio a câmara de vídeo, passando por lanterna quando falta a luz na escada, as funções do objecto não param de crescer. Fica-se a saber que pode funcionar como pára raios. Não é a brincar.
sábado, agosto 18
Não maltratarás gatos nem leões
Uma cadeia de tv controlada pelo Hamas costuma emitir programas destinados às crianças, com intervenção de crianças, com o fim de lhes ensinar quem são os seus inimigos. Uma personagem vestida de Rato Mickey era mostrada, recentemente a ser vítima de agressão de um agente israelita. Vimos há dias na SIC uma reportagem sobre estes programas, que levantaram protestos de Israel e da Disney.
Agora as coisas passaram das marcas: uma organização com sabor a esquerda (PETA) vem protestar contra um programa da Hamas tv! É que, para ensinar às crianças a não maltratar os animais, mostraram uma personagem vestida de abelha que atira pedras aos leões no zoo e agarra um gato pela cauda. A PETA avisa: as crianças mais facilmente imitam o que lhes mostram do que escutam um aviso.
O Hamas necessita de uma equipa de psicólogos competentes para fazer passar com eficácia a sua mensagem.
(Via Astute Bloggers)
Agora as coisas passaram das marcas: uma organização com sabor a esquerda (PETA) vem protestar contra um programa da Hamas tv! É que, para ensinar às crianças a não maltratar os animais, mostraram uma personagem vestida de abelha que atira pedras aos leões no zoo e agarra um gato pela cauda. A PETA avisa: as crianças mais facilmente imitam o que lhes mostram do que escutam um aviso.
O Hamas necessita de uma equipa de psicólogos competentes para fazer passar com eficácia a sua mensagem.
(Via Astute Bloggers)
quinta-feira, agosto 16
A justiça dos civilizados adaptada aos bárbaros
O estilo de vida de Fátima, adolescente de Bologna, não agradava à família. Por isso, os pais e um irmão mantiveram-na amarrada a uma cadeira e depois agrediram-na brutalmente. Houve uma condenação destes actos em primeira instância em 2003. Agora, o tribunal supremo de Itália vem absolver os agressores: para os juízes, afinal, a jovem só fora agredida três vezes e, para mais, pelo facto de os seus comportamentos terem sido julgados incorrectos. Como Fátima vivia aterrorizada pelos pais e fizera ameaças de suicídio, o tribunal considerou que eles fizeram bem em amarrá-la para evitar que a rapariga se se auto-mutilasse.
"Uma vergonha", diz Souad Sbai, presidente da Associação de mulheres marroquinas em Itália, "uma decisão digna de um país onde vigorasse a sharia. Os juízes aplicam dois tipos de regras: uma para os italianos e outra para os imigrantes".
"Uma vergonha", diz Souad Sbai, presidente da Associação de mulheres marroquinas em Itália, "uma decisão digna de um país onde vigorasse a sharia. Os juízes aplicam dois tipos de regras: uma para os italianos e outra para os imigrantes".
Música para um dia de verão
The little maiden of the sea
was not at all like you and me:
where we have legs, she was a fish,
and she could only say, "I wish... I wish
I were not incomplete.
I wish I had some dainty feet."
You see, one day she'd met a prince,
and she'd been pining ever since
(the little maiden of the sea).
She'd gain her own immortal soul
if she became the prince's wife.
She autovivisected. Whole, she walked!
Each step was like a knife--
a knife into her dainty feet--
and she could neither speak nor sing;
but, surely, now she was complete.
Her prince would think of marrying
the little maiden of the sea.
He married someone else, of course;
and, saying nothing, she went home.
Then something turned, by mystic force,
the little maiden into foam.
Stephin Merritt, Showtunes, 2006. Música belíssima, rara, surpreendente.
was not at all like you and me:
where we have legs, she was a fish,
and she could only say, "I wish... I wish
I were not incomplete.
I wish I had some dainty feet."
You see, one day she'd met a prince,
and she'd been pining ever since
(the little maiden of the sea).
She'd gain her own immortal soul
if she became the prince's wife.
She autovivisected. Whole, she walked!
Each step was like a knife--
a knife into her dainty feet--
and she could neither speak nor sing;
but, surely, now she was complete.
Her prince would think of marrying
the little maiden of the sea.
He married someone else, of course;
and, saying nothing, she went home.
Then something turned, by mystic force,
the little maiden into foam.
Stephin Merritt, Showtunes, 2006. Música belíssima, rara, surpreendente.
quarta-feira, agosto 15
Chávez até ao fim do tempo
Mário Soares responde hoje, no PÚBLICO, ao director. No que toca às suas afirmações sobre Chávez não dá o braço a torcer: ao mesmo tempo que declara que "calar uma voz incómoda é intolerável" justifica o encerramento (disfarçado de não renovação de licença) de uma televisão e recorda a propósito tentativas de atacar violentamente o estado. Ora, precisamente hoje, Chávez resolve acelerar o processo de reforma constitucional. Um anúncio muito conveniente, parece, para desviar as atenções do escândalo da mala, ou maletagate, uma ponta de iceberg de que já se começava a falar dentro da própria Venezuela. Limitadamente, claro, pois nestas coisas dá muito jeito ter a informação sob controle.
Ler, escrever, aritmética: no Reino Unido
Nos testes de língua, matemática e ciências, alunos que vão entrar no ensino secundário voltaram a revelar conhecimentos insuficientes. Pior: apesar dos planos especiais do governo e dos milhões de libras gastos na tentativa de atacar o problema, há um pequeno retrocesso em relação aos resultados do ano anterior. A única excepção é uma melhoria na capacidade de leitura. Os dados mostram que as raparigas dão-se melhor que os rapazes com estas coisas. Preocupante também é a descida do número de classificações altas.
sábado, agosto 11
No escuro (II)
O ponto da situação sobre o mistério do desaparecimento de Madeleine McCann está em dois artigos do Daily Mail de hoje: a nova atitude da polícia face ao casal e as perguntas por enquanto sem resposta.
quinta-feira, agosto 9
No escuro
Os pais de Madeleine McCann vêem-se envolvidos na tragédia por novas razões. Tendo contribuído para o assalto das televisões e jornais ao enigmático acontecimento, transformado em reality-novela, são agora vítimas das reviravoltas do argumento (parcialmente escrito nas redacções por múltiplos autores) e das variações de simpatia do público. Em entrevista ao Evening Standard, o advogado de Murat ataca os McCann e afirma que a população da Luz quer vê-los pelas costas. Hoje, Gerry ainda não actualizou o seu blog. .
terça-feira, agosto 7
Em busca da culinária perdida

Entre as joias da culinária portuguesa, o bacalhau à Braz é das que mais foram desfiguradas pelo desmazelo da cozinha em que caem restaurantes maus, bons e assim-assim um pouco por todo o país. Por isso merece destaque a descoberta de algum dos raros sítios onde sabem fazê-lo gostoso.
O melhor bacalhau à Brás que comi em restaurante foi provado nos arredores de Lisboa há uns 20 anos, mas o restaurante, que suponho ainda existir, deixou de o fazer.
Há poucos dias tive a sorte de encontrar um bacalhau à Brás de 4 estrelas, numa escala de 5, num restaurante completamente despretensioso: o Imperial, em Tavira. Para quem está perto, garanto que o desvio vale a pena.
segunda-feira, agosto 6
Ingrid Betancourt já em liberdade?
De acordo com esta notícia, Ingrid Betancourt poderá já estar na Venezuela e será entregue brevemente à mulher de Sarkozy. Intermediário nas negociações com as FARC: Hugo Chávez.
O governo francês nega os rumores e a mãe de Ingrid tem dúvidas.
O governo francês nega os rumores e a mãe de Ingrid tem dúvidas.
Duas horas de pé: um massacre
"É complicado para os homens e mulheres presentes nesta cerimónia, ficarem obrigados a estar ali duas horas e tal de pé, à espera que a cerimónia acabe. É mais um sacrifício do que propriamente um dia de festa", palavras de um membro da Associação Sindical de Profissionais de Polícia a respeito de umas comemorações a que não podem assistir sentados.
Tem razão o porta-voz. Há coisas que não se devem exigir a um polícia. Quem está treinado para passar duas horas de pé é quem tem de apresentar queixa de um roubo de telemóvel, enquanto alguém (sentado) do outro lado do balcão inquire e tecla, sem pressas, preenchendo um formulário electrónico.
Tem razão o porta-voz. Há coisas que não se devem exigir a um polícia. Quem está treinado para passar duas horas de pé é quem tem de apresentar queixa de um roubo de telemóvel, enquanto alguém (sentado) do outro lado do balcão inquire e tecla, sem pressas, preenchendo um formulário electrónico.
Preso por ter cão
Etemad Melli é o nome de um jovem que perdeu o seu cão. Ao tentar pôr um anúncio para o recuperar foi preso. As autoridades pretendem assim enviar uma mensagem clara contra uma cultura corrupta importada do ocidente. A cena passa-se em Teerão.
domingo, agosto 5
Silly season 2

As pessoas precisam mesmo de quem lhes diga o que podem e o que não podem fazer. Basta andar pelos passeios, pelas esplanadas ou pelas praias para ficarmos estarrecidos com o número de doentes que andam por aí em vez de recolherem a casa ou ao hospital. A situação é tanto mais alarmante quanto se sabe agora que se trata de uma doença infecciosa. Alguém tem que fazer alguma coisa, já.
Silly season 1
Há 45 anos
terça-feira, julho 31
segunda-feira, julho 30
Não surpreende
Pelo contrário, é apenas uma confirmação para quem acredita no carácter estruturante do conhecimento matemático: os estudantes que tiveram mais matemática no ensino secundário têm melhor desempenho em todos os tipos de ciência na universidade. Há uma grande variedade de dados quantitativos, mas esta frase condensa o essencial do artigo de Philip M. Sadler publicado na Science na semana passada.
sábado, julho 28
Freguesia X
X é o nome da minha freguesia. A junta edita e distribui pelas caixas de correio o boletim "X". São 11000 exemplares de 24 páginas a cores, com fotos dos membros do executivo, entrevistas aos próprios ou aos membros da assembleia de freguesia, breves sobre as grandes realizações em matéria de jardins, organização de convívios e passeios e êxitos na criação de associações desportivas. Em complemento, notas sobre o que não se conseguiu fazer, por culpa da câmara de Lisboa. O número deste mês inclui duas páginas de educação sobre os problemas ambientais onde somos aconselhados a tomar duche em vez de utilizar a banheira, a preferir os transportes públicos, a colocar filtros nas chaminés das fábricas e a utilizar os transportes públicos (é assim mesmo). O autor do artigo esqueceu-se de falar das árvores que se poupariam se o "X" deixasse de ser publicado.
Como tema recorrente, a junta passa todos os meses a mensagem de que X é um lugar único e mágico.
Um pouco de socialismo soft em versão kitsch açucarada não faz mal a ninguém. Mas suspeito que pelo menos o pavimento de uma rua esburacada, de que a junta se queixa, poderia ser resolvido com a suspensão do "X". Declaro-me pronto a prescindir desta leitura. Em caso de saudades, compro o Avante.
Como tema recorrente, a junta passa todos os meses a mensagem de que X é um lugar único e mágico.
Um pouco de socialismo soft em versão kitsch açucarada não faz mal a ninguém. Mas suspeito que pelo menos o pavimento de uma rua esburacada, de que a junta se queixa, poderia ser resolvido com a suspensão do "X". Declaro-me pronto a prescindir desta leitura. Em caso de saudades, compro o Avante.
quarta-feira, julho 25
Sempre contra o medo. O medo de quem?
Há cerca de ano e meio, Cavaco era, para Manuel Alegre, o candidato da direita, do neo-liberalismo e do desmantelamento do estado social; o candidato com um programa de controlo do poder e que, sendo eleito, provocaria uma crise política em seis meses.
Das duas uma: ou a análise e previsões de Manuel Alegre não valem nada, ou, confrontando estes avisos com as actuais preocupações de Alegre e com o seu artigo de hoje no PÚBLICO, cada vez mais se confirma que o alvo do então candidato era outro. O que ele queria dizer é que, com Cavaco na presidência, o tal verdadeiro alvo ficaria em roda livre.
Das duas uma: ou a análise e previsões de Manuel Alegre não valem nada, ou, confrontando estes avisos com as actuais preocupações de Alegre e com o seu artigo de hoje no PÚBLICO, cada vez mais se confirma que o alvo do então candidato era outro. O que ele queria dizer é que, com Cavaco na presidência, o tal verdadeiro alvo ficaria em roda livre.
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