-Rotação de 360 graus no modo como encaramos o excesso de peso é a notícia de abertura deste jornal. Temos em directo o Dr. Gerónimo Maldade, que coordenou o estudo a que nos referimos, para nos ajudar a compreender em que medida peso e gordura estão relacionados de uma maneira inesperada na população portuguesa. Dr Maldade bom dia,
-Bom dia,
-Quer então falar-nos das conclusões principais do seu estudo?
-Bem, este estudo envolveu vários investigadores e técnicos do nosso instituto, que trabalham há mais de dois anos na observação e análise de dados de uma amostra muito significativa da população portuguesa e dos Açores. A conclusão mais relevante é que, ao contrário do que o senso comum poderia fazer crer, o peso dos indivíduos varia na proporção inversa da sua gordura. Por exemplo, mais de 83% de indivíduos com perímetro de cintura superior a 130cm apresentam peso inferior a 59kg.
-Não se observaram variações dependentes de sexo ou idade?
-Posso garantir-lhe categoricamente que não. Esta correlação inversa é absolutamente transversal. Temos agora a certeza de que é uma característica genética nacional.
-Tem alguma interpretação teórica para este resultado tão surpreendente?
-Estamos a elaborar fundamentos para uma explicação. Não entro em detalhes de natureza técnica que seria complicado expor aqui, mas posso avançar que o facto parece estar relacionado com o excesso de auto-estima.
-Como assim?
-Assim mesmo: demasiada atenção dada ao automóvel e menos exercício físico acarretam rarefacção e aumento de porosidade dos tecidos.
-E como se poderá explicar que as coisas tenham até agora sido percebidas completamente às avessas?
-Temos outra teoria para isso e estamos a trabalhar nela. Há experiências que revelam anomalias no modo como percebemos e interpretamos dados numéricos. Estamos convencidos de que o caso do défice terá uma explicação análoga.
-Obrigado, Dr Maldade. 6,72 incêndios continuam a consumir floresta, vamos actualizar as informações, Esteves Caramelo.
sábado, julho 16
Mau desempenho em português
Como se não bastasse já a humilhação nacional que constitui a divulgação de maus resultados nos exames de matemática, temos ainda de aguentar o mau português com que o fenómeno costuma ser descrito, nas rádios e nos jornais. Expressões como "más notas a matemática" não são correctas: a preposição a só está verdadeiramente bem empregue quando seguida por um verbo. Experimente-se comparar com uma frase menos caída na rotina, como "o tipo é mau a futebol", para observar que o uso da proposição em é que seria correcto.
As meninas que escrevem sobre educação no PÚBLICO repetem sistematicamente este pequeno erro. Na edição de hoje lá se encontra: "o mau desempenho dos alunos a esta disciplina..."
As meninas que escrevem sobre educação no PÚBLICO repetem sistematicamente este pequeno erro. Na edição de hoje lá se encontra: "o mau desempenho dos alunos a esta disciplina..."
sexta-feira, julho 15
Seis vírgula nove
Não entremos em pânico: não é o défice revisto em alta nem aproximado a décimas. É a média do exame nacional de matemática do 12º ano.
quinta-feira, julho 14
Os desastres da matemática
Os desastres a que se tem feito referência em relação com resultados de exames de matemática não têm nada de extraordinário. Pelo contrário, eram perfeitamente previsíveis.
Tanto quanto podemos inferir pelo enunciado do teste, que, de acordo com a insuspeita APM, respeita o espírito do programa, se os alunos tivessem adquirido os conhecimentos que supostamente lhes terão sido transmitidos até ao 9º ano, não assistiríamos, ano após ano, aos outros desastres a que estamos habituados: alta taxa de abandono no 10º ano e más notas no exame do 12º ano para aqueles que conseguem lá chegar.
Ao efeito pernicioso das ideologias pedagógicas que campeiam no nosso ensino desde há uns 30 anos, é preciso adicionar o carácter pouco sério da avaliação constituída por estes exames (apesar de constituirem já um passo ousado! ao que chegámos). Se eles tivessem uma importância comparável aos do 12º ano, por um lado os professores teriam um maior empenho em cumprir os programas, e por outro os alunos teriam maior motivação para se prepararem.
Os apóstolos das modernas ideologias pedagógicas, os tais que se exprimem em eduquês ( e que têm prudentemente "baixado a bola" perante a dimensão do desastre) não vão desistir. Preparemo-nos para as suas justificações: eles vão começar a dizer que se as coisas correram mal é porque as medidas que preconizavam não chegaram a ser efectivamente postas em prática, por falta de apoio de todos e mais alguém. É só esperar.
NOTA. Não é demais sublinhar o escândalo de vir essa obscura organização com o nome inacreditável de instituto da inteligência (mas de onde esta parece ausente) impingir uma "explicação" genética para o desastre. Pensem só no burburinho que se levantaria se em vez da raça portuguesa fosse a raça negra o objecto do "estudo". E meios de comunicação, habitualmente tão politicamente correctos, debitam e calam.
Tanto quanto podemos inferir pelo enunciado do teste, que, de acordo com a insuspeita APM, respeita o espírito do programa, se os alunos tivessem adquirido os conhecimentos que supostamente lhes terão sido transmitidos até ao 9º ano, não assistiríamos, ano após ano, aos outros desastres a que estamos habituados: alta taxa de abandono no 10º ano e más notas no exame do 12º ano para aqueles que conseguem lá chegar.
Ao efeito pernicioso das ideologias pedagógicas que campeiam no nosso ensino desde há uns 30 anos, é preciso adicionar o carácter pouco sério da avaliação constituída por estes exames (apesar de constituirem já um passo ousado! ao que chegámos). Se eles tivessem uma importância comparável aos do 12º ano, por um lado os professores teriam um maior empenho em cumprir os programas, e por outro os alunos teriam maior motivação para se prepararem.
Os apóstolos das modernas ideologias pedagógicas, os tais que se exprimem em eduquês ( e que têm prudentemente "baixado a bola" perante a dimensão do desastre) não vão desistir. Preparemo-nos para as suas justificações: eles vão começar a dizer que se as coisas correram mal é porque as medidas que preconizavam não chegaram a ser efectivamente postas em prática, por falta de apoio de todos e mais alguém. É só esperar.
NOTA. Não é demais sublinhar o escândalo de vir essa obscura organização com o nome inacreditável de instituto da inteligência (mas de onde esta parece ausente) impingir uma "explicação" genética para o desastre. Pensem só no burburinho que se levantaria se em vez da raça portuguesa fosse a raça negra o objecto do "estudo". E meios de comunicação, habitualmente tão politicamente correctos, debitam e calam.
sábado, julho 9
"Então os órgãos de soberania podem fazer greve?"
Uma das perguntas que deixei aqui é repetida, hoje, no PÚBLICO, por Jorge Miranda.
Teatrinho radiofónico (com homenagem a Saramago)
Investimentos Loucos bom dia, Bom dia, era por causa de um pedido novo, Então que proposta de investimento nos traz, É pouca coisa, queria um aeroporto novo para Lisboa, Um aeroporto novo, então o velho já não lhe serve, Não, prevejo que vou ficar saturado dele até 2010, Ah, pois, caprichos seus, e é só isso, Bem, se fosse possível queria também um TGV para ir passar os fins de semana a Vigo, Então, mas tem uma autoestrada tão boa, Pois, mas o trânsito em Vigo dá-me cabo da cabeça, detesto levar o carro, Estou a ver, outro capricho, vamos então ao questionário propriamente dito, o seu nome, Tertuliano Minimáximo, Profissão, Primeiro ministro, Ah, bem me parecia que reconhecia o seu tom de voz, mas o seu nome não é esse, Como sabe, eu nunca disse até quando o outro nome seria válido, e estou em condições de prometer que manterei este até ao fim deste ano, Temos aí um problema, só aceitamos propostas cujo titular mantenha o nome durante pelo menos 18 meses, Não está a perceber, daqui a 18 meses já não vou querer nada disto.
PS: A rádio portuguesa é, de um modo geral, tão desinteressante, que alguns spots publicitários estão entre o melhor que lá se ouve. A sério.
PS: A rádio portuguesa é, de um modo geral, tão desinteressante, que alguns spots publicitários estão entre o melhor que lá se ouve. A sério.
sexta-feira, julho 8
Quiz
(com a vénia ao ARMAVIRUMQUE)
Below are assembled nine quotes taken from two sources. The first source is the press office of Nazi Germany with statements issued on June 22, 1940 upon the surrender of France to Axis powers. The second source is the press office of The Secret Organization of al-Qaida in Europe with statements issued on July 7, 2005 upon the terror attacks on the transportation system of London. Take this quiz and see if you can tell the difference between these two organizations (answers below):
1) "There is only one remaining foe to world peace ... and that is the naked and brutal power politics of Britain. Of this the peace-loving nations of the world are fully aware."
2) "We warned the British government and the British people repeatedly."
3) "The time has come for vengeance against the Zionist crusader government of Britain in response to the massacres Britain committed."
4) "It is now the business of Europe to liquidate the running war that England ... [has] been waging."
5) "Our aim is to achieve a genuine and lasting peace."
6) "We continue to warn the governments of Denmark ... and all crusader governments that they will receive the same punishment if they do not withdraw their troops."
7) "All of Europe emerges a victor."
8) "Rejoice, Islamic nation. Rejoice, Arab world."
9) "We thank our Fuehrer."
ANSWERS: 1) Nazis, 2) Islamicists, 3) Islamicists, 4) Nazis, 5) Nazis, 6) Islamicists, 7) Nazis, 8) Islamicists, 9) Nazis.
So, who still thinks we defeated Fascism fifty years ago?
Below are assembled nine quotes taken from two sources. The first source is the press office of Nazi Germany with statements issued on June 22, 1940 upon the surrender of France to Axis powers. The second source is the press office of The Secret Organization of al-Qaida in Europe with statements issued on July 7, 2005 upon the terror attacks on the transportation system of London. Take this quiz and see if you can tell the difference between these two organizations (answers below):
1) "There is only one remaining foe to world peace ... and that is the naked and brutal power politics of Britain. Of this the peace-loving nations of the world are fully aware."
2) "We warned the British government and the British people repeatedly."
3) "The time has come for vengeance against the Zionist crusader government of Britain in response to the massacres Britain committed."
4) "It is now the business of Europe to liquidate the running war that England ... [has] been waging."
5) "Our aim is to achieve a genuine and lasting peace."
6) "We continue to warn the governments of Denmark ... and all crusader governments that they will receive the same punishment if they do not withdraw their troops."
7) "All of Europe emerges a victor."
8) "Rejoice, Islamic nation. Rejoice, Arab world."
9) "We thank our Fuehrer."
ANSWERS: 1) Nazis, 2) Islamicists, 3) Islamicists, 4) Nazis, 5) Nazis, 6) Islamicists, 7) Nazis, 8) Islamicists, 9) Nazis.
So, who still thinks we defeated Fascism fifty years ago?
quinta-feira, julho 7
terça-feira, julho 5
segunda-feira, julho 4
Estética e bom senso

O pavilhão temporário de Vieira e Moura para a galeria Serpentine, mostrado ontem num jornal de tv, parece aliar qualidade estética e funcionalidade. A elegante e luminosa cadeira de Rietveld é um exemplo simples de criação de beleza aliada a um objecto utilitário.
Infelizmente, nem sempre as obras dos arquitectos aliam arte e bom senso. Quando trabalham para o patrão sem rosto das obras públicas podem dar largas ao desprezo pelos futuros utilizadores. Daí, por exemplo, o enorme desconforto que espera os passageiros da belíssima estação do oriente. E também o incómodo, na instituição onde trabalho, de ter de percorrer enormes distâncias entre um determinado edifício e outros, por terem sido colocados muros cuja única função é não permitir a utilização do caminho mais curto, sem benefício estético. E ainda (já disse isto noutro sítio, mas não me canso de desabafar sobre o assunto) o enorme desrespeito pelos passageiros do metro de Lisboa, que nas estações mais recentes são obrigados a um percurso absurdo entre as carruagens e a zona de bilheteira.
domingo, julho 3
falta de tempo
Com os rendimentos de classe média desafogada podem comprar-se livros, discos, gravadores para ensacar os filmes favoritos. Com as ocupações profissionais a crescer desenfreadamente, o que é verdadeiramente difícil é ter a disponibilidade para ler, ouvir e ver. E nem na classe alta há a possibilidade de comprar tempo.
sexta-feira, julho 1
Verbo assumido
Uma breve reflexão para continuar a que iniciei aqui a respeito dos curiosos usos de um verbo português. Agora estou a pensar no modo não reflexo. Repare-se como o dito verbo tem um significado obviamente mais assumido em usos como
"meter atestado", "meter um artigo 4º" (não sei se ainda existe), "meter uma cunha, "Se continuam a chatear-me vou mas é meter baixa."
"meter atestado", "meter um artigo 4º" (não sei se ainda existe), "meter uma cunha, "Se continuam a chatear-me vou mas é meter baixa."
domingo, junho 26
Perguntas
Nos tempos heróicos em que havia classe operária a greve era um meio de pressão sobre a entidade patronal. Prejudicar a produção levaria os patrões a negociar.
Nas democracias modernas, a greve foi transformada num direito regido por leis. Na situação portuguesa do presente a greve é uma instituição claramente doente: na prática só é utilizada pelos trabalhadores que vivem directamente do orçamento do estado. Por conseguinte o sentido que a greve tem como confronto com a entidade patronal fica pervertido. Essa entidade é demasiado abstracta para que o confronto com ela seja a sério. O confronto é com os outros cidadãos, sejam eles utentes de escolas, transportes, hospitais ou repartições públicas. Normalmente são os mais pobres que saem prejudicados, a não ser em casos como o que poderia ter sido a greve aos exames: aí "comeriam" todos pela mesma medida (grande).
As iniciativas de greve dos sindicatos beneficiam, ainda assim, de uma ampla dose de simpatia entre as populações, como se vê pelo facto de estas tolerarem razoavelmente os profundos incómodos causados. Mas este estado de tolerância pode ser desequilibrado pela insistência em atitudes afrontosas e de claro desprezo por quem é a razão de ser do trabalho de um grupo profissional (caso dos exames...). Ainda mais quando o cidadão comum, menos privilegiado em termos de situação laboral que os do dito grupo, encara as reivindicações subjacentes ao protesto como manifestação de arrogância e futilidade.
Parece que a próxima investida, já anunciada por diversas vezes, é a dos juizes e magistrados. O protesto tem como motivo a questão dos dois meses de férias. Mas o que mais me choca neste caso está muito para além da circunstancial futilidade. Eu não compreendo como é que um órgão de soberania pode fazer greve. Então os juizes e magistrados não são independentes? Não respondem apenas perante eles próprios? Não estão ao mesmo nível que o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República? Os membros do Governo e da Assembleia também poderão um dia organizar-se em sindicatos e embarcar em greves? A quem se dirigirá então a ameaça de confronto?
Nas democracias modernas, a greve foi transformada num direito regido por leis. Na situação portuguesa do presente a greve é uma instituição claramente doente: na prática só é utilizada pelos trabalhadores que vivem directamente do orçamento do estado. Por conseguinte o sentido que a greve tem como confronto com a entidade patronal fica pervertido. Essa entidade é demasiado abstracta para que o confronto com ela seja a sério. O confronto é com os outros cidadãos, sejam eles utentes de escolas, transportes, hospitais ou repartições públicas. Normalmente são os mais pobres que saem prejudicados, a não ser em casos como o que poderia ter sido a greve aos exames: aí "comeriam" todos pela mesma medida (grande).
As iniciativas de greve dos sindicatos beneficiam, ainda assim, de uma ampla dose de simpatia entre as populações, como se vê pelo facto de estas tolerarem razoavelmente os profundos incómodos causados. Mas este estado de tolerância pode ser desequilibrado pela insistência em atitudes afrontosas e de claro desprezo por quem é a razão de ser do trabalho de um grupo profissional (caso dos exames...). Ainda mais quando o cidadão comum, menos privilegiado em termos de situação laboral que os do dito grupo, encara as reivindicações subjacentes ao protesto como manifestação de arrogância e futilidade.
Parece que a próxima investida, já anunciada por diversas vezes, é a dos juizes e magistrados. O protesto tem como motivo a questão dos dois meses de férias. Mas o que mais me choca neste caso está muito para além da circunstancial futilidade. Eu não compreendo como é que um órgão de soberania pode fazer greve. Então os juizes e magistrados não são independentes? Não respondem apenas perante eles próprios? Não estão ao mesmo nível que o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República? Os membros do Governo e da Assembleia também poderão um dia organizar-se em sindicatos e embarcar em greves? A quem se dirigirá então a ameaça de confronto?
sábado, junho 25
Verbo expiatório
Uma das peculiaridades que mais me fascina no uso corrente da língua portuguesa é a riqueza de significado que o verbo "meter" adquire quando conjugado na forma reflexa. Exemplos:
"Eu bem gostaria de lhe dar o documento pronto na semana que vem, mas olhe que mete-se o carnaval."
"Tanto que eu precisava de fazer uma grande arrumação lá em casa, mas agora mete-se o natal e claro que não vou conseguir."
"Olhe que o sr doutor na quinta feira não tem consulta e a seguir metem-se os feriados. Pode ser para o fim do mês?"
"Eu posso ir lá fazer o orçamento, mas olhe que agora mete-se o verão e se calhar só lhe consigo ter isso pronto em setembro."
Como já todos viram, a palavrinha é aplicável a todo o tipo de actividades, das mais públicas às mais privadas, e parece tão nossa como pensamos que a saudade o é. Aquele singelo "se", afastando o sujeito da acção para bem longe de quem a (não) pratica, é um milagre da linguagem que transfere culpas, que nos deixa tranquilos ao justificar o adiamento do que urge fazer.
"Eu bem gostaria de lhe dar o documento pronto na semana que vem, mas olhe que mete-se o carnaval."
"Tanto que eu precisava de fazer uma grande arrumação lá em casa, mas agora mete-se o natal e claro que não vou conseguir."
"Olhe que o sr doutor na quinta feira não tem consulta e a seguir metem-se os feriados. Pode ser para o fim do mês?"
"Eu posso ir lá fazer o orçamento, mas olhe que agora mete-se o verão e se calhar só lhe consigo ter isso pronto em setembro."
Como já todos viram, a palavrinha é aplicável a todo o tipo de actividades, das mais públicas às mais privadas, e parece tão nossa como pensamos que a saudade o é. Aquele singelo "se", afastando o sujeito da acção para bem longe de quem a (não) pratica, é um milagre da linguagem que transfere culpas, que nos deixa tranquilos ao justificar o adiamento do que urge fazer.
sexta-feira, junho 24
Visionária
Ana Drago sustenta, segundo o PÚBLICO de hoje, que o arrastão se reduziu a um bando de jovens a fugir da polícia e que, das 400 ou 500 pessoas referenciadas, apenas 30 ou 40 terão praticado delitos. Ana Drago "esquece" que os delitos são facilitados pela retaguarda constituída pelos outros 360 ou 460. Assim, ganha sentido a minha proposta para enfrentar este tipo de problemas...
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